

A tarde do segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026 foi marcada pela presença do escritor e jornalista Fabrício Carpinejar, que apresentou o painel “Inovação pelo Afeto: que ninguém seja invisível ao seu lado”. Com uma comunicação descontraída e forte interação com o público, ele compartilhou histórias reflexivas sobre as emoções e sentimentos cotidianos, as relações humanas e situações vivenciadas no dia a dia.
Consagrado como um dos principais nomes da literatura contemporânea, com mais de 53 livros publicados e mais de 20 prêmios literários, o autor também viralizou nas redes sociais ao compartilhar frases e poemas curtos escritos em guardanapos, com mensagens afetivas e intimistas. O lirismo cotidiano, marcante em sua identidade como escritor, conduziu a narrativa no palco do evento.
Com o auditório lotado, Carpinejar propôs uma viagem no tempo ao resgatar vivências e hábitos de sua infância e juventude, em contraposição ao imediatismo e à necessidade de exposição digital da vida contemporânea. Relatos sobre superação e relações familiares também pautaram a discussão: quando Fabrício tinha sete anos, médicos afirmaram que ele não teria capacidade de aprender a ler ou escrever. No entanto, sua mãe rejeitou o rótulo e o educou em casa, utilizando jogos educativos e atividades lúdicas.
“Precisamos entender que, se nossos pais não foram bons, ainda assim eles deram tudo o que tinham e foram as suas melhores versões; se não nos beijavam e abraçavam, é porque também não foram beijados na infância, pois você somente pode dar o que recebe”, disse, emocionando o público.
“Ser filho é uma escolha que fazemos pelo afeto, definindo em algum momento: ‘esses são os meus pais’. O que eles mais querem não é o impossível, é apenas que você esteja ali, deixando pequenas moedas de atenção que, no fim, formarão a fortuna da saudade. A saudade significa que você esteve presente e tem o que lembrar; triste mesmo é se arrepender de não ter estado lá.”
Sua apresentação trouxe uma bagagem inspiradora de reflexões sobre o tempo, decisões, memórias e o poder de observar a vida sob diferentes pontos de vista. Para Carpinejar, a felicidade é um filme de baixo orçamento. “A gente não precisa de muito para ser feliz, basta apenas estar presente”, concluiu.
*Oficina ensina a usar corretamente a IA nos artefatos de software*
Com a Sala de Inovação lotada, aconteceu na tarde desta sexta-feira (14) uma oficina prática dedicada a explorar a transformação provocada pela Inteligência Artificial (IA) em todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software.
Durante o evento, os participantes acompanharam como as ferramentas de IA deixaram de ser meras geradoras de linhas de código para se tornarem aliadas estratégicas em todas as etapas da engenharia de software. Contudo, a oficina também provocou uma reflexão sobre um ponto crítico do processo: a qualidade e o rigor nos chamados artefatos de software — modelos, especificações e documentos intermediários que servem de base para a construção do sistema final.
“A IA é o rascunho. Ela é apenas a ferramenta. Precisamos validar, revisar e participar de todo o processo para garantir um produto perfeito. Se você erra no artefato ou no requisito inicial, todo o projeto fica comprometido. Validar criticamente e refazer o que for necessário continua sendo uma tarefa estritamente humana”, destacou Cleber Melo, gerente de inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE).
Ao longo da oficina, os participantes viram a partir de exemplos reais, como utilizar IA para transformar ideias em requisitos, acelerar a programação, criar testes, produzir documentação e apoiar a manutenção de sistemas.
*Gestão financeira é tema de workshop para startups no Rolê REC’n’Play*
O crescimento acelerado é uma das características das startups, mas também pode trazer desafios significativos para a gestão financeira. Esse foi o tema do workshop “Do Caixa ao Crescimento: Gestão Financeira para Startups”, realizado nesta sexta-feira (14), no espaço Empreendedorismo.
Conduzida por Estevam Alves, da HGS Soluções em Gestão, a atividade apresentou de forma prática os principais cuidados financeiros que devem acompanhar cada etapa de desenvolvimento de um novo negócio. A discussão abordou as diferentes fases de maturação, desde os estágios iniciais até as rodadas mais avançadas de investimento, detalhando os indicadores que precisam ser acompanhados em cada momento.
A proposta foi demonstrar que o controle financeiro deve acompanhar a expansão da empresa desde o início. Segundo Estevam, quando uma startup cresce rapidamente sem uma estrutura adequada de gestão, corre o risco de perder o controle sobre seus recursos e deixar decisões cruciais nas mãos de terceiros, sem compreender plenamente os impactos financeiros.
*Rolê REC’n’Play debate como agentes de IA estão transformando os negócios*
A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta de apoio para assumir um papel cada vez mais integrado às operações corporativas. Esse foi um dos principais pontos discutidos no painel “Engenharia Agêntica no Varejo”, realizado nesta sexta-feira (14), na Trilha de Negócios.
Mediada por Ascânio França (FBR Digital), a conversa reuniu Rafael Soares (ColmeIA), Igor Ariel (Secco) e Arthur Lima (Aramis). Os participantes discutiram como agentes de IA podem ser incorporados às empresas para automatizar atividades repetitivas, tornando os processos mais ágeis e inteligentes.
Durante o encontro, foi destacado que os agentes de IA representam uma evolução tecnológica significativa. Capazes de executar tarefas de forma autônoma e de aprender com o uso, esses sistemas contribuem diretamente para processos de automação e hiperautomação em diferentes áreas das organizações.
No varejo, conforme destacou Arthur Lima, esse cenário impulsiona o conceito de times híbridos — formação de equipes compostas por pessoas e sistemas de IA atuando em conjunto. Nesse modelo, os profissionais assumem o papel de orientar e coordenar a tecnologia, atuando como “maestros” da inteligência artificial.
A discussão também abordou aplicações no marketing e reforçou que a adoção da inteligência artificial precisa estar integrada à cultura e aos objetivos de cada empresa. O uso estratégico da tecnologia, e não apenas sua aplicação pontual, pode contribuir para resultados mais assertivos e alinhados à identidade de cada negócio.
Os participantes ressaltaram a velocidade com que a tecnologia evoluiu nos últimos anos. Diante dessa tendência de avanço contínuo, desenvolver a capacidade de trabalhar em conjunto com essas inovações tornou-se uma competência essencial para profissionais e empresas que buscam resultados assertivos.
*Especialista aponta competências humanas como diferencial decisivo no Rolê REC’n’Play 2026*
A rápida expansão da IA está transformando o valor das competências humanas no ambiente profissional. Enquanto tarefas técnicas e operacionais são progressivamente automatizadas, o mercado passa a buscar um novo perfil de colaborador. O tema foi o centro do debate conduzido por Monara Monike, especialista em gestão estratégica de pessoas, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026.
Na sua apresentação, Monara abordou como a popularização da IA altera a dinâmica de mercado e colocou em pauta tópicos como criatividade, comunicação, pensamento crítico, repertório, inteligência emocional, tomada de decisão, colaboração e adaptabilidade.
Apresentando exemplos práticos e promovendo uma troca ativa com a plateia, a especialista provocou os participantes a refletirem sobre o que continuará distinguindo um profissional do outro em um mundo onde todos têm acesso às mesmas tecnologias.
“Você precisa olhar para sua trajetória e explorar suas competências usando a IA a seu favor. Além disso, a boa comunicação faz muita diferença; não se trata apenas do que você fala, mas de como fala. Tudo depende do tom e da forma. Invista em uma comunicação assertiva”, destacou Monara.
Para a especialista, a chave não é competir com a automação, mas integrar a tecnologia como aliada estratégica para potencializar o repertório pessoal e a capacidade de se comunicar com clareza, empatia e assertividade.
*No Rolê REC’n’Play 2026, grandes empresas mostram caminhos para inovar*
Grandes organizações também precisam encontrar novas formas de experimentar, testar ideias e responder às transformações do mercado. Esse desafio esteve no centro do painel “Como os grandes inovam”, realizado nesta sexta-feira (14), na Trilha de Negócios, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026.
A conversa reuniu Rafaella Lucena (Grupo Moura), André Pedrosa (Unimed Caruaru) e Luiz Henrique Carvalho (Nova Roma). Os convidados compartilharam as experiências de suas organizações e mostraram como diferentes setores criam estratégias para colocar a inovação no centro dos negócios.
Rafaella destacou os desafios de inovar em uma empresa do porte do Grupo Moura e o protagonismo da área de tecnologia. Entre as iniciativas apresentadas esteve o MouraTech, programa em parceria com o IFPE que oferece formação em Engenharia de Software. A iniciativa promove a capacitação e possibilita a integração dos participantes ao time da empresa.
Na Unimed Caruaru, André Pedrosa compartilhou a experiência de implantação de uma cultura de inovação por meio do projeto Cortex. A iniciativa capacitou mais de 50 colaboradores para identificar ideias, experimentar soluções e aprender a inovar dentro de uma organização com estruturas consolidadas, criando espaço para testar novas possibilidades com mais agilidade.
Já Luiz Henrique Carvalho apresentou a experiência da Nova Roma e destacou a importância da experiência presencial dos estudantes como um dos principais motores de inovação para as instituições de ensino no cenário pós-pandemia. Segundo ele, a busca por novas formas de tornar a vivência acadêmica mais significativa passou a orientar iniciativas de inovação da instituição.
As experiências apresentadas mostraram que não existe uma única fórmula para inovar. Em organizações de diferentes segmentos, a inovação pode partir da tecnologia, da formação de pessoas, da experimentação ou da melhoria da experiência dos públicos.
*BNB mostra como empreendedores podem acessar recursos para inovar durante programação do Rolê REC’n’Play 2026*
Financiamento, investimento e apoio técnico podem ser decisivos para que negócios inovadores consigam avançar da ideia à expansão. Esse foi o tema da mesa-redonda “Como crescer e escalar negócios inovadores com o apoio do BNB”, realizada nesta sexta-feira (14) no Rolê REC’n’Play 2026.
Ana Paula Machado, representante do Hub de Inovação do Banco do Nordeste, o Hubine, apresentou o portfólio de produtos e serviços disponibilizados pela instituição para apoiar o empreendedorismo inovador na região. Entre as iniciativas estão linhas de crédito, editais e fundos voltados a diferentes estágios de desenvolvimento dos negócios.
De acordo com Ana Paula, cada modalidade possui regras e critérios próprios, definidos de acordo com o perfil do negócio e o tipo de investimento ou financiamento pretendido. “Ao reunir diferentes instrumentos e iniciativas, o BNB busca criar caminhos para que negócios com potencial de inovação possam acessar recursos adequados ao estágio em que se encontram e avançar em sua trajetória de crescimento”, afirmou.
*Construção da identidade cultural de Caruaru é tema de debate no Rolê REC’n’Play 2026*
Artistas, fazedores de cultura e patrimônios vivos reuniram-se na mesa-redonda “Da cidade mais cantada ao Maior São João do Mundo”. Mediado por Gabi da Pele Preta, o debate discutiu o papel de grandes músicos caruaruenses na formação da identidade local, que hoje sustenta o título de maior festa junina do planeta.
Abrindo a discussão, Joana Angélica, primeira cantora caruaruense de forró, consagrada como Patrimônio Vivo de Caruaru e hoje eternizada na Calçada da Fama do Forró, lembrou que iniciou sua carreira ao lado de grandes nomes do forró autêntico, e trouxe como destaque os principais momentos que marcaram seus 63 anos de carreira musical, tendo a cidade de Caruaru como base em sua trajetória.
O Maestro Mozart Vieira compartilhou sua trajetória na cultura popular: idealizou o Coral e Orquestra de Meninos de São Caetano, a Orquestra de Pífanos de Caruaru e, atualmente, lidera a fundação que leva seu nome, com o objetivo de democratizar o acesso à música. Além de sua contribuição para a preservação das tradições, o maestro é presença consolidada na programação junina da cidade.
O caruaruense Natan Lima encerrou o debate falando sobre a continuidade do forró pé de serra. Integrante do Trio Vozes da Seca, o músico destacou a importância de espaços que atuam na manutenção da cultura tradicional nordestina, como o Espaço Cultural da Lúcia, reconhecido por valorizar os artistas da terra.






