O Governo de Pernambuco realiza, no próximo dia 05 de março, o Seminário Estadual de Combate ao Racismo Religioso e cuidados para a saúde mental dos povos de terreiro, no Museu do Estado de Pernambuco, localizado na Av. Rui Barbosa, 960, bairro das Graças, no Recife. Entre os inscritos, há representantes de todas as regiões do Estado.
A iniciativa é promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (COEPIR). Com inscrições já encerradas, o evento reunirá representantes de povos de terreiro, gestores públicos, profissionais da saúde, pesquisadores e integrantes da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento ao racismo religioso e seus impactos na saúde mental da população que segue religiões de matriz africana e afro-indígenas.
Para a secretária executiva da SJDH, Joanna Figueiredo, o seminário reforça o papel do Estado na defesa da liberdade religiosa e na promoção da equidade. “O racismo religioso é uma violação de direitos que precisa ser enfrentada com políticas públicas estruturadas, diálogo permanente e escuta ativa das comunidades tradicionais. Este seminário é um passo importante para fortalecer essa rede de proteção e cuidado.”
Programação
O credenciamento terá início às 8h, com abertura oficial às 9h e encerramento às 16h. A primeira mesa de diálogo com o tema: I – Racismo Religioso e Garantia de Direitos, será ministrada pelo Prof. Lepê, durante a manhã. Após intervalo para almoço, às 14h terá início a segunda mesa: II – Diversidades de sujeitos e Saúde Mental para povos de terreiro, com a participação da Profa. Moura Jesus e Vilma Cristina Aleixo, técnica da Gerência Estadual de Atenção à Saúde Mental (GASAM).
O secretário executivo de Promoção da Equidade Social, Sérgio Vieira, enfatiza o impacto do preconceito na saúde mental. “O racismo religioso não causa apenas exclusão social — ele provoca sofrimento emocional, medo e insegurança. Integrar a pauta da saúde mental ao debate é reconhecer que o cuidado também passa pelo respeito à identidade e à espiritualidade dessas populações.”
A presidente do COEPIR, Janaína Camará, destaca a importância da articulação entre sociedade civil e poder público. “Os povos de terreiro seguem resistindo historicamente às diversas formas de discriminação. Combater o racismo religioso é garantir dignidade, preservar saberes ancestrais e assegurar que essas comunidades tenham seus direitos respeitados em todos os espaços.”
O racismo religioso é uma violação que atinge diretamente a dignidade, a liberdade de crença e a integridade emocional de povos tradicionais de matriz africana e afro-indígena. Ao integrar o debate sobre garantia de direitos com a pauta da saúde mental, o seminário reafirma o compromisso do Governo de Pernambuco com a promoção da igualdade racial, a proteção das tradições religiosas e a construção de políticas públicas que reconheçam e respeitem a diversidade cultural e espiritual do povo pernambucano.








