O deputado estadual Waldemar Borges morreu na tarde deste sábado (4), aos 67 anos, em decorrência de um câncer. Um dos principais nomes históricos do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Pernambuco, Borges construiu uma trajetória de quase quatro décadas na vida pública, exercendo mandatos como vereador do Recife e deputado estadual, além de ocupar cargos estratégicos em diferentes gestões da Frente Popular.
Casado com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, Borges foi um dos principais articuladores políticos do PSB no Estado. Durante os governos de Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara, exerceu a liderança do governo na Assembleia Legislativa, sendo responsável pela articulação política entre o Executivo e o Legislativo.
Antes de chegar à Alepe, foi vereador do Recife por quatro mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal entre 2003 e 2004. Também ocupou cargos nos governos de Miguel Arraes e de Eduardo Campos, incluindo as secretarias de Projetos Especiais, Desenvolvimento Econômico e Articulação Social. Nesta última, coordenou ações ligadas ao Pacto pela Vida e ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Social.
Em nota, a família destacou a trajetória pública do parlamentar e ressaltou que Waldemar Borges “lutou bravamente contra um câncer”, deixando “uma lacuna irreparável na vida pública e, acima de tudo, no seio de nossa família”. Ainda de acordo com a nota, assinada pela esposa Luciana Santos e pelos filhos Walzinho, Mariana e Luana, a família reforçou que guardará a lembrança do “marido e pai amoroso” e que o legado do deputado permanecerá como referência para as próximas gerações.
A governadora Raquel Lyra (PSD) também lamentou a morte do parlamentar. Em nota, destacou o convívio com Waldemar Borges durante o período em que ambos atuaram na Assembleia Legislativa e afirmou que a relação foi marcada pelo “respeito e amor a Pernambuco”. Em reconhecimento à trajetória do deputado, a governadora decretou luto oficial de três dias no Estado.








