Ronaldo Caiado (PSD) será candidato a presidente da República nas eleições de 2026. O nome dele foi confirmado nesta segunda-feira (30) pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e estará nas urnas no pleito de outubro que ainda terá Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O caminho para o governador de Goiás na disputa interna no partido ficou livre após a desistência de Ratinho Junior (PSD) na última segunda-feira (23). O governador paranaense era considerado o favorito e estava prestes a ser confirmado como pré-candidato, mas recuou para poder se dedicar à campanha estadual na tentativa de fazer um sucessor de seu grupo político na disputa contra Sergio Moro, que se filiou ao PL, e concorrerá ao governo do Paraná.
“O PSD encerrou essa importante etapa de definição de nosso pré-candidato e, em breve, candidato a presidente da República. Foi uma escolha difícil, o que é um privilégio para o partido definir uma escolha com três excelentes candidatos”, disse Kassab. “Fica também nossa gratidão e reconhecimento que damos a participação de Eduardo Leite e Ratinho Junior”, reconheceu.
Caiado deixou o União Brasil no fim de janeiro alegando que não teria espaço para uma candidatura presidencial, que já vinha adiantando desde o início de 2025. Sem espaço para levar esse plano para frente, foi acolhido no PSD, que já tinha Ratinho Junior como possível candidato a presidente, bem como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
No discurso após a confirmação da pré-candidatura, Ronaldo Caiado afirmou ser uma opção contra a polarização representada por Lula e a família Bolsonaro. “Quero dizer também que o Brasil não suporta mais uma situação que tem sido uma constante nos últimos anos. Posso afirmar que a polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político daqueles que se beneficiam dela. Pode ser desativada, sim, por alguém que não é parte dela”, disse.
Segundo Caiado, o fim da polarização virá com a anistia aos condenados pelos atos do 8 de janeiro. “É o que pretendo fazer chegando à Presidência. Meu primeiro ato será anistia ampla, geral e irrestrita”, prometeu.
Da Gazeta do Povo








